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06/08/2014

A Polémica Costela de Adão

Assim segue a história de um mito que jamais terá a verdade (a maldade que põe o sexo feminino em desvantagem diante do homem) que impuseram para descreve a criação da mulher. Um tema baseado mais na chacota, que na realidade dos fatos.

Leia:

Adão e Eva
Ao longo da história, a tradição religiosa católica dominante no ocidente sempre fez uma diferenciação importante entre homens e mulheres, tanto assim que nos postos relevantes dentro da Igreja não é permitida a presença de mulheres.

Em parte, esta diferenciação (que se tem mantido até ao nosso século XXI) foi atribuída a uma passagem concreta da Bíblia, onde se fala que a mulher foi feita a partir de uma “costela de Adão” enquanto este dormia calmamente.

Esta passagem que foi interpretada como uma forma de justificar o tratamento injusto e desigual que se tem dado à mulher na religião católica ao longo da história, mas afinal parece que isso se poderá dever a um mero erro de tradução e não a uma manifesta intenção do autor/autores dos textos bíblicos.

Para entender isto, devemos remontar aos tempos dos antigos sumérios, cuja mitologia englobava umas figuras conhecidas como ME, criações dos deuses e cujo intuito era manter o equilíbrio no nosso mundo. Estas criações incluíam diversas artes, ofícios e aptidões, entre as quais encontramos uma fundamental para a nossa história, o TI.

A escrita cuneiforme dos sumérios tinha uma pequena armadilha, uma vez que algumas palavras podiam significar coisas diferentes consoante o contexto, e mais concretamente a TI que tanto podia significar o “o poder de dar a vida” como “costela”, conforme a sua colocação. O Mito sumério do Génesis relata-nos que o deus Enki criou tanto o homem como a mulher em igualdade de condições, trabalho realizado através do TI (neste caso traduzido como “poder de dar a vida”).

Nos tempos de Nabucodonosor os judeus passaram algum tempo exilados na Babilónia, a convite do próprio rei, e segundo se crê, estes teriam tido um contacto mais profundo com a mitologia suméria que os judeus já conheciam desde Abraão, embora de uma forma menos exaustiva. Acredita-se que muitos dos mitos sumérios foram adoptados pelos judeus, incluindo o da criação e outros como o Livro de Job, o Pentateuco, o Cantar dos Cantares ou a vida de Sargão da Acádia, que serviu para dar forma à personagem de Moisés.

Não é muito claro se o facto de na tradução a palavra TI tivesse sido tomada como “costela” e não como “poder para dar vida” obedecerá a um mero erro ou à misoginia, mas parece estranho que se trate de um erro devido à minuciosa redacção da Torah, redigida atendendo a valores numéricos muito concretos e rigorosos.

Em suma, os que defendem que a mulher é inferior porque está dito na Bíblia, vão ter que procurar outra desculpa para validar tão ridículo argumento.

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